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USP Talks#18 – Brasil era tão repleto de dinossauros quanto qualquer outro lugar do planeta

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(Ilustração de Rodolfo Nogueira, com reprodução de animais pré-históricos que viviam na região conhecida como Laje do Coringa, no Maranhão)

 

As condições para descoberta de fósseis no Brasil não são as melhores do mundo, por se tratar de um país tropical e cheio de florestas. Mas não se engane: o Brasil da pré-história era tão repleto de dinossauros quanto qualquer outro lugar do planeta. Cerca de 25 espécies de dinos já foram descobertas aqui, incluindo desde pequenos carnívoros velozes até grandes herbívoros pescoçudos, segundo o professor Max Langer, do Laboratório de Paleontologia da USP em Ribeirão Preto. E muitos outros ainda estão para ser descobertos, certamente.

Um dos paleontólogos de maior destaque no Brasil, Max será um dos palestrantes do próximo USP Talks, dia 24 de abril, que abordará o tema Brasil Pré-histórico. Ele falará sobre a fauna de dinossauros e outros bichos incríveis que habitaram nosso país milhões de anos atrás, muito antes de ele se chamar Brasil. Veja entrevista abaixo.

Como era a fauna de dinossauros do Brasil pré-histórico?
Muito variada, incluindo desde gigantes com mais de 20 metros de comprimento, como o Uberabatitan, que viveu pouco antes da extinção dos dinossauros (65 milhões de anos atrás), até pequenas formas do início da era dos dinossauros (335 milhões de anos atrás), com pouco mais de 1 metro de comprimento, como o Saturnalia. Existem cerca de 25 espécies de dinossauros nomeadas com base em fósseis brasileiros; e mais uma dúzia, mais ou menos, para as quais temos evidências de que viveram por aqui também. No mundo todo, são cerca de 700 espécies conhecidas já.

Por que o número de espécies conhecidas no Brasil é menor do que em outros países, como Argentina, Mongólia, Estados Unidos e China? Significa que havia menos dinossauros aqui do que nesses outros lugares?
Não, o Brasil era repleto de dinossauros durante os mais de 150 milhões de anos em que esse animais dominaram o planeta; mas a fossilização é um evento raro, e encontrar os fósseis também não é tarefa fácil. Alguns desses países possuem muitos registros de dinossauros devido ao seu clima atual, por possuírem regiões desérticas onde as rochas ficam expostas, e não cobertas por vegetação, como ocorre em quase todo o Brasil. Nessa regiões é muito mais fácil encontrar fósseis em geral, inclusive os de dinossauros.

O que te levou a virar paleontólogo; e quais foram as descobertas que mais te marcaram até hoje?
Sempre gostei de dinossauros, mas apenas quando tive contato com pesquisa na área em minha graduação é que me dei conta de que poderia trabalhar com evolução sem ser um geneticista. Junto com a possibilidade de descobrir formas de vida sepultadas por milhões de anos, isso selou meu destino como paleontólogo. Minhas maiores descobertas (fósseis que eu mesmo encontrei) devem ter sido o Saturnalia tupiniquim, que é um dos dinossauros mais antigos do mundo; o Aplestosuchus, um crocodilo encontrado com outro em sua cavidade abdominal; e o Tachiraptor, o primeiro dino carnívoro da Venezuela.

*Max e sua equipe recentemente usaram a tecnologia de tomografia computadorizada para estudar a morfologia interna do crânio do Saturnalia tupiniquim e, com base nisso, obter pistas sobre como era a vida e o comportamento desses animais. Veja os detalhes aqui, com imagens e vídeo do dinossauro.

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#7: Ensino Médio | Debate

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#2: Corrupção | Prof. José Álvaro Moisés

Palestra do Prof. José Álvaro Moisés, da FFLCH-USP, sobre o problema da corrupção no Brasil. Segundo ele, trata-se de um fenômeno global, mas que no Brasil se tornou um problema sistêmico, que contamina toda a estrutura do sistema político nacional. A corrupção sistêmica, alerta ele, causa desequilíbrios entre poderes e impacta diretamente a qualidade da democracia brasileira.